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A Maldição da Residência Hill é belo exemplo de terror atual

Netflix aposta em terror atemporal para conquistar fãs de gênero carente

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O terror sempre foi um gênero complicado. Reflexo de seu tempo, dos medos e anseios da sociedade, é muito fácil se perder em exageros de sustos baratos e terrores induzidos por efeitos especiais. Por isso são cada vez mais raros os bons terrores.

A Maldição da Residência Hill tem uma abordagem muito interessante. Um casal com 5 filhos pequenos se muda pra uma casa afastada, para reformar e vender. A mãe sensível e o pai pragmático. O problema é que a casa começa a manifestar diversas aparições, especialmente para as crianças mais jovens, o que marca a família pra sempre. A narrativa alterna a infância e a vida adulta de cada um, e como os estranhos acontecimentos na Residência Hill afeta cada um deles, suas vidas pessoais, profissionais, suas escolhas e personalidades.

O terror começa intenso. Um marcante acontecimento na casa que marca pra sempre a infância dos protagonistas, mas que não é explicado, senão aos poucos. E todos os bons sustos que se espera. Mas algo interessante ocorre, a narrativa passa a ser mais envolvente que o terror. Os sustos passam a ter contexto claro, até que a temporada chega em um momento de equilíbrio. no qual cada sustos tem uma razão de ser e um propósito na história. 

Baseado em um livro da década de 50, A Maldição da Residência Hill se faz valer de um suspense crescente, e lembra em muitos momentos as obras de Stephen King, com muitas referências ao Iluminado. Ou seja, se inspira no melhor. Até mesmo um quarto proibido faz parte da história.

Resumindo, um terror bem feito, de história envolvente, produção interessante que atrai tanto pelo terror em si como pela descoberta dos enigmas e do quebra-cabeça que envolvem o voluntarioso tabuleiro que é a Mansão Hill.

Um curioso acima de tudo. Amante das artes, busco viver sem rótulos e explorar o que a alma pede. Escrevo sobre o que gosto, amo, odeio, me faz pensar e me faz sentir. Espero que minhas ideias, palavras e ações sejam meu legado. Bem vindos e espero que gostem.

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Animais Fantásticos e Onde habitam 2: os Crimes de Grindewald

Continuação traz diversos elementos em um inegável fã service com a missão de manter o mundo bruxo no hype do bruxinho mais amado de todos.

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Allomorra! E chegou ao fim a espera. Animais Fantásticos e Onde habitam 2: os Crimes de Grindewald chega aos cinemas com a difícil missão de ser a ligação do mundo da magia americano com Hogwarts e os bruxos britânicos. Protagonizados pelo excêntrico Newt Scamander, agora declaradamente a serviço de Alvo Dumbledore, a trama passa por uma romântica Paris em perseguição ao bruxo das trevas Grindewald, antecessor de Voldemort, agora assumido na feição de Jhonny Depp, se caracterizando como o arqui-inimigo do então jovem professor de magia contra as artes das trevas, Dumbledore, espetacular na interpretação de Jude Law.

Todo o time do primeiro longa está de volta, agora bem reforçado de outros atores de ponta. Com maior espaço para Depp, longe de seu Capitão Sparrow mas ainda assim estranho e espetacular, e com Jude Law que conseguiu mimetizar os trejeitos de um Dumbledore mais sênior, mas ainda assim exercendo sua autoridade e liderança natural. 

Além disso, o filme apresenta uma bela viagem pela Paris, vivendo os resquícios de sua Belle Époque, em uma Europa ainda ressentida pelo final da primeira Grande Guerra. Uma Paris mágica que esconde em cada estátua e cada monumento um portal mágico, extrapolando a fascinação que qualquer turista consegue sentir no ar ao visitar a capital do mundo. Produção linda que faz jus ao nome do filme, com animais verdadeiramente fantásticos, com destaque para o Dragão Chinês. Tinha tudo para ser um grande filme.

Infelizmente falta algo. Não se sabe se é por causa da autora/roteirista J.K. Rowling que não dá conta de segurar grandes momentos ou se é a falha na direção do competente David Yattes, mas Animais 2 traz arcos narrativos confusos. Um exemplo é Queenie e Jakob, até então um casal adorável, ou uma manipulação barata de Grindewald, com a principal ameaça sendo um personagem de motivação vaga e ininteligível. O amor entre Dumbledore e Grindewald, até então declarado fora dos livros e filmes, começa a ganhar corpo, mas ainda de forma insipiente e não convincente.

E o pior de tudo, o desfecho do filme parece corrido de forma desnecessária, buscando de qualquer maneira apresentar uma esdrúxula teoria que justifique os dois filmes. Rowling nunca foi bom em construir ou manter tensões de grandes autores ou conduzir grandes batalhas, como se vê nos momentos decisivos de Harry Potter e aqui uma vez mais fica provado suas limitações que a colocam no hall de best sellers, mas não dos escritores imortais. 

Ao final, a percepção que se tem é que Animais Fantásticos tentou tomar uma poção polissuco para tentar emular Harry Potter, e o que poderia ser bom e bem construído no longa parece ter saído cru, tirado do forno antes da hora, deixando um amargo na boca de quem vê. Que o inegável terceiro ato seja colocado nas mãos de um roteirista mais competente, ou menos nas mãos de um diretor com um pouco mais de… Magia. Obliviate! 

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Netflix: veja os lançamentos e novidades para a semana de 19 a 25/11

Netflix prepara diversas novidades e lançamentos para esta semana de 19 a 25/11.

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Mais uma vez a Netflix preparou diversos lançamentos e novidades para os seus milhões de assinantes para a semana que se inicia e vai de 19 a 25 de novembro. Nada menos do que 18 novos títulos entram no catálogo da maior plataforma por streaming do mundo.

Entre filmes, séries, documentários, está o lançamento da terceira temporada de The Last Kingdom que tem como plano de fundo o mundo nórdico e os guerreiros vikings. A também a terceira temporada de Greenlaf entra em cartaz e traz novidades na trama de uma família que administra uma grande igreja.

Big Dreams, Small Spaces também está na lista com a atualização da segunda e terceira temporada. Nessa produção Monty Don auxilia pessoas a plantar e cuidar de belos jardins. Para finalizar o destaque está a terceira temporada de Frontier, estrelada por Jason Momoa.

Veja as novidades e lançamentos Netflix (19 a 25/11)

Na segunda-feira (19) entram no catálogo Donald Glover: Weirdo e a terceira temporada da série original The Last Kingdom. No dia 20 só produção original, exceto por Target – Mira Mortal, as demais são as séries Kulipari: No Mundo dos Sonhos, The Final Table – Que vença o melhor, o filme Boneca Maldita, o infantil Motow Magic e o stand-up Trevor Noah: Filho de Patrícia.

No dia 21 de novembro é lançado o filme Tribu Urbana Dance. No dia 22 só produção original: Crônicas de Natal e a terceira temporada de Greenlaf. No dia 23 a segunda e a terceira temporada de Big Dreams, Samll Spaces, Dá Licença, Saúde, a terceira temporada de Frontier e Fugitiva. Já dia 24 é a vez de Em breve: Dezembro e para finalizar, no dia 25 é a vez de Desvendando Serial Killers com Piers Morgan.

Atualizações Netflix

Para manter o seu catálogo com os mais variados títulos, a Netflix atualiza diariamente o seu já vasto acervo e para complementar ainda mais a variedade ela tem produzido conteúdo original.

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Sabrina e seu mundo sombrio tem estreia morna

Remake de seriado de magia falha em encontrar própria identidade e só serve para passar tempo.

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As séries de terror vem ganhando cada vez mais adeptos e repercussão no mundo dos seriados televisivos. Muito se deve ao sucesso de Supernatural, que mostra uma resiliência incomum e sobrevive até mesmo ao fechamento de importantes arcos narrativos, arregimentando um número cada vez maior de fãs. Algumas séries nasceram e morreram à sombra de Supernatural, como foi o caso do excelente Grim e do arrepiante Penny Dreadfull, sem falar do multifacetado e ainda relevante American Horror History. Pois bem, hora da Netflix tentar a sorte com O Mundo Sombrio de Sabrina.  

O Mundo Sombrio de Sabrina é uma série ambientada no mesmo universo de Archie e seus colegas de Riverdale, e é um remake de Sabrina, a Bruxa Adolescente, que passou no final da década de 90 e tinha como principal personagem, além daquela que nomeia a série, o gato Salem, um falante e sarcástico personagem em animatron. A série original seguia a estrutura de sitcom, e seu humor de claque foi substituído por pretensões nefastas e arrepiantes. Sai o humor, entra o terror.  

Na nova versão, o gato Salem é mudo, e a bruxinha tem que decidir ao soprar a velinha dos seus 16 anos se deixará o mundo humano para trás e abraçará seu lado bruxo, passando a frequentar Hogwar….., quer dizer, a Academia de Artes Ocultas. É uma mistura de 16 luas com Harry Potter. Assim, a série carece de originalidade em seu DNA, sendo as próprias atuações meio burlescas e exageradas, descaracterizando o terror sem atingir o humor. É uma série meio Kitsch, uma daquelas palavras que só aparecem de vez em quando, e por boa razão. A série não sabe muito bem o que é. 

Superado o plágio incidental, existem dois ou três personagens interessantes, e o arco final da primeira temporada consegue até prender a atenção, sendo claro que a série parece estar voltada muito mais ao público alvo de Diários de Vampiro e Originais do que realmente a um público mais crítico, sendo que a Netflix conseguiu até ser processada por uma igreja satanista nos Estados Unidos por se valerem de uma cópia de estátua de Baphomet dos templos satânicos.

É por essas e outras que obras inspiradas em rituais ocultos sempre mudam os dizeres e detalhes mais realistas, sendo certo que até por essas curiosidades, a série consegue ser um passatempo razoável, nada além.  

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