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Sabrina e seu mundo sombrio tem estreia morna

Netflix
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As séries de terror vem ganhando cada vez mais adeptos e repercussão no mundo dos seriados televisivos. Muito se deve ao sucesso de Supernatural, que mostra uma resiliência incomum e sobrevive até mesmo ao fechamento de importantes arcos narrativos, arregimentando um número cada vez maior de fãs. Algumas séries nasceram e morreram à sombra de Supernatural, como foi o caso do excelente Grim e do arrepiante Penny Dreadfull, sem falar do multifacetado e ainda relevante American Horror History. Pois bem, hora da Netflix tentar a sorte com O Mundo Sombrio de Sabrina.  

O Mundo Sombrio de Sabrina é uma série ambientada no mesmo universo de Archie e seus colegas de Riverdale, e é um remake de Sabrina, a Bruxa Adolescente, que passou no final da década de 90 e tinha como principal personagem, além daquela que nomeia a série, o gato Salem, um falante e sarcástico personagem em animatron. A série original seguia a estrutura de sitcom, e seu humor de claque foi substituído por pretensões nefastas e arrepiantes. Sai o humor, entra o terror.  

Na nova versão, o gato Salem é mudo, e a bruxinha tem que decidir ao soprar a velinha dos seus 16 anos se deixará o mundo humano para trás e abraçará seu lado bruxo, passando a frequentar Hogwar….., quer dizer, a Academia de Artes Ocultas. É uma mistura de 16 luas com Harry Potter. Assim, a série carece de originalidade em seu DNA, sendo as próprias atuações meio burlescas e exageradas, descaracterizando o terror sem atingir o humor. É uma série meio Kitsch, uma daquelas palavras que só aparecem de vez em quando, e por boa razão. A série não sabe muito bem o que é. 

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Superado o plágio incidental, existem dois ou três personagens interessantes, e o arco final da primeira temporada consegue até prender a atenção, sendo claro que a série parece estar voltada muito mais ao público alvo de Diários de Vampiro e Originais do que realmente a um público mais crítico, sendo que a Netflix conseguiu até ser processada por uma igreja satanista nos Estados Unidos por se valerem de uma cópia de estátua de Baphomet dos templos satânicos.

É por essas e outras que obras inspiradas em rituais ocultos sempre mudam os dizeres e detalhes mais realistas, sendo certo que até por essas curiosidades, a série consegue ser um passatempo razoável, nada além.  

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Escrito por Bene!

Um curioso acima de tudo. Amante das artes, busco viver sem rótulos e explorar o que a alma pede. Escrevo sobre o que gosto, amo, odeio, me faz pensar e me faz sentir. Espero que minhas ideias, palavras e ações sejam meu legado. Bem vindos e espero que gostem.

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