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FILMES E SÉRIES

You (Você): nova aposta da Netflix comprova que série pode ser melhor do que o livro

A série tem recebido críticas sobre ser superior ao livro best-seller da qual foi adaptada para a televisão.

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Hollywood ama fazer séries inspiradas em grandes best-sellers e histórias em quadrinhos. Porém, nem sempre conseguem superar o original e acabam caindo no ostracismo. Nesta quarta-feira (26), a Netflix lançou uma série que fugiu a todas as regras e mostrou que a adaptação para TV pode ser melhor do que o livro. 

Inspirada no best-seller You (Você), escrito por Caroline Kepnes, o drama homônimo consegue ser melhor do que a obra escrita, lançada em 2014. O que faz a série ser melhor que o livro é a narração do personagem principal, que demonstra ter mais eficiência do que nas páginas. 

O olhar do narrador da história consegue enganar o telespectador, pois fica muito difícil saber para onde ele vai e quais são suas reais intenções ao longo da história. Assim como na série Mr. Robot, em You o protagonista é o próprio contador da narrativa. Joe Goldberg (Penn Badgley) trabalha em uma livraria que mais parece com um daqueles sebos antigos de Nova York. 

Em You (Você), Guinevere é vítima e ao mesmo tempo heroína

Em um dia que tinha tudo para ser um tédio como todos os outros, ele conhece uma aspirante a escritora que se mostra uma universitária falida e desleixada, Guinevere Beck (Elizabeth Lail). A personagem é a vítima e heroína da trama. A primeira temporada conta com uma leva de dez episódios e tem grandes ganchos para entreter o público a cada capítulo. 

Netflix produzirá segunda temporada da série You (Você)

Exibida originalmente pelo canal Lifetime, a série que está sendo exibida pela Netflix já possuía um acordo de distribuição internacional, e ganhará uma segunda temporada como um produto original. O canal americano desistiu do seriado após fazer uma reestruturação em sua programação.

Ator, youtuber e redator, Rômulo N.C é formado pela casa de artes cênicas Recriarte e sempre atuou como escritor de diversos sites.

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OA é um seriado que lembra Stranger Things para adultos

Elementos sobrenaturais forçam reflexões filosóficas e individuais do seriado.

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A primeira impressão sobre a curiosa série da Netflix, OA, coincide com a última: é um Stranger Things para adultos. Aos poucos, a curiosidade vai vencendo a estranheza e o que afastava no início se torna o que atrai em pouco tempo. 

Tal qual uma Sherazade e suas Mil e Uma Noites moderna, OA conduz o espectador, noite após noite, em uma trama de histórias aparentemente desconexas em que é fácil se perder nos fios entremeados, aumentando o desejo saber mais e mais sobre as tramas.

Um drama adulto, intrigante e original que desafia as crenças no humano e na busca de cada um. Seus elementos sobrenaturais acabam forçando algumas reflexões filosóficas, o que faz com que cada indivíduo atribua um significado diferente para os elementos dispostos no seriado. Dificilmente duas pessoas verão OA da mesma forma. 

Um dos maiores pontos de atração da série é como a dança ganha uma conotação não artística, mas sim algo maior, uma chave que abre portas, caminhos e revela segredos. É algo similar aos que se encontra na obra de Tolkien, Silmarilion, na qual a música desempenha o mesmo papel. E tudo aparentemente no contexto suburbano, envolvido na vida escolar de alguns jovens, lembrando as tragédias que geralmente cercam a vida de high school, tanto na ficção quanto na realidade. 

Sem dúvida, mais uma prova que a Netflix, mais que uma grande locadora online, mostra-se como a maior produtora de conteúdos originais do momento. E impossível não ter uma grande expectativa, ou ao menos curiosidade sobre as próximas temporadas.

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‘Operação Fronteira’ é uma tentativa frustrada de um bom filme

Lançamento de guerra da Netflix fica devendo apesar do elenco estrelado.

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Operação Fronteira‘ é um filme de guerra diferente, muito mais focado nos efeitos da guerra do que na guerra em si. No novo lançamento da Netflix, um grupo de amigos formados na guerra e reinseridos na sociedade se reúne a fim de cometer um ato criminoso contra um chefe do narcotráfico na América do Sul e com isso enriquecer e fazer justiça. Ou ao menos é isso com o que eles concordam. 

Estrelas

Recheado de estrelas como Oscar Isaac, Ben Affleck, Pedro Pascal e Charlie Hunnam, Operação Fronteira parece trazer à discussão temas como mérito, valor próprio, legado, companheirismo e honra. Ainda que movidos por objetivos comuns, no final do dia todos os homens tem seus sonhos, suas limitações e suas carências, e situações extremadas como a Guerra podem trazer tanto o melhor quanto o pior de cada um.  

A presença ou ausência de uma bússola moral é o que acaba fazendo a diferença nas escolhas individuais, e as consequências dessas escolhas se fazem sentir ao longo do filme. Como soldados de elite voltam pra casa pra terem baixos salários e vidas comuns depois de decidirem guerras e influenciarem países? Alguns se mantém acreditando na missão e no bem maior do que fazem, outros na vocação e seu valor e outros simplesmente não pensam. Mas a todos o poder contagia e sua ausência os castiga.  

Introspectivo

No fim, um filme mais introspectivo do que barulhento, Operação Fronteira acaba por tratar de diversos temas, sem se propor a resolver nenhum deles, deixando o filme com um sentimento de inacabado ao seu final, não sendo nem um espetáculo, nem tampouco um filme ruim, e certamente dividirá opiniões.

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As Viúvas promete ser um filme que acaba por decepcionar

Ambicioso e promissor, filme peca com ritmo moroso e narrativa pouco inspirada

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Promissor, esse longa de Steve McQueen se propõe a lançar um novo olhar sobre os filmes de criminosos. O que acontece com quem fica para trás? Muito se fala sobre os criminosos em sí, mas quase nada sobre as famílias, esposas e filhos, que são o foco desse filme. Quatro criminosos morrem em um assalto que dá errado, e deixam pontas soltas para trás, cabendo às suas antigas companheiras decidir o que fazer, afinal de contas nem sempre a morte é o ponto final. 

Recheado de um elenco extremamente qualificado, o filme conta com Viola Davis no papel principal, como sobrevivente à Liam Neesson, além de Michele Rodriguez, Elizabeth Debicki, Colin Farrel, e o cada vez mais versátil e surpreendente Daniel Kaluuya, Robert Duvall e Jon Bernthal. Ao encontrar esse elenco, a expectativa do expectador fica grande, afinal é uma coleção de indicações e performances de destaque, mas infelizmente o grande filme fica na promessa. 

A estrutura do filme é correta, e faz sentido como o mesmo é montado. Mas seu ritmo é lento, arrastado, com muito foco nas narrativas prévias, deixando de lado a ação, e misturando arcos narrativos familiares, criminais e políticos. É muito arco narrativo para pouco tempo de tela.

E assim, o excesso de bons atores não se reflete em boas atuações, sendo alguns deles totalmente subaproveitados, como Jon Bernthal, que aparece em uma cena. Já Michele Rodriguez parece exatamente a mesma em todo filme, sejam alienígenas, carros velozes ou criminosos.  

Não é um filme ruim, mas tampouco é um filme excelente. Algo entre ok e bom, passa o tempo, mas claramente podia ser bem melhor, não só pelo elenco mas pela premissa adotada. Pena que o enredo não ajudou e o filme acaba brilhando mais em seu trailer do que em sua projeção.

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