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Maus Momentos no Hotel Royale combina estilos para entreter

CinePop

Alguns filmes conseguem driblar as classificações e encontram uma linguagem própria, misturando elementos que caracterizam gêneros, e técnicas narrativas das mais diversificadas. Essa ausência de fórmula seria em si mesma uma receita para se chegar em filmes cults, filmes muito ruins ou filmes muito bons. Maus Momentos no Hotel Royale seria um desses filmes que faz uso de diversas técnicas para criar algo único, e parece ter conseguido. 

 A história 

Sete estranhos se encontram ao acaso em um hotel que fica na divisa entre dois estados americanos, dividido ao meio em uma linha, pintado de cores e com atrações diferentes, em plenos anos 70 para 80. Esse limbo geográfico e temporal é a aclimatação perfeita para uma série de eventos absolutamente estranhos, e que normalmente seriam desconexos que vão ocorrer nesse hotel. Aos poucos, os personagens, bem interpretados por atores de calibre como John Hamm, Dakota Johnson e Jeff Bridges, esse último magistral, conferem um ritmo interessante ao longa, às vezes acelerando, as vezes pausando a narrativa quase de forma modorrenta. Isso sem falar em Chris Hemmingworth, que muito embora tenha se desvencilhado de seu martelo, não conseguiu se afastar da sua sensualidade canastrona, o que lhe impede de se desenvolver mais dramaticamente. 

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Muitas referências vão assombrar os expectadores ao longo do filme, sejam musicais (ótima trilha, a propósito), cinematográficas ou mesmo históricas (referências claras à JFK, seu assassinato, o presidente do FBI Hoover, talvez Marilyn Monroe), trazendo uma espécie de easter eggs, geralmente comuns aos filmes da cultura pop. As referências cinematográficas são mais pessoais, e em um primeiro momento podem ser citadas Os Oito Odiados (e qualquer outro Spaghetti Western), 1408 e porque não uma influência do cineasta John Hughes?  

Um bom filme sem classificação, que vai prender a atenção do espectador com a troca das óticas e perspectivas à medida que os personagens forem desnudando seu passado e mostrando suas reais facetas, tal qual um jogo de antigamente, Detetive, para os mais nostálgicos. Aqui não existe o Coronel Mostarda, mas o incansável Jeff Brides e companhia fazem que os expectadores realmente tenham uma estada única no hotel Royale.

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Escrito por Bene!

Um curioso acima de tudo. Amante das artes, busco viver sem rótulos e explorar o que a alma pede. Escrevo sobre o que gosto, amo, odeio, me faz pensar e me faz sentir. Espero que minhas ideias, palavras e ações sejam meu legado. Bem vindos e espero que gostem. Críticas, dúvidas e sugestões: falecomobene@gmail.com

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