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Sex Education fala sobre muito mais que relações íntimas e surpreende

Netflix

Quem não gosta de manter uma relação íntima? Quem não gosta de falar sobre relação íntima? É justamente apostando nessa premissa que a Netflix lançou Sex Education, um seriado que se passa na Inglaterra, o que por si só gera curiosidade: afinal, o povo bretão não é tido como o mais atraente ou mesmo interessado na matéria. Mas tudo muda quando os hormônios entram em jogo, então o colégio Moordale é o palco principal do seriado. 

No enredo, Otis, um jovem nerd daqueles invisíveis, ganha notoriedade quando descobrem que sua mãe é terapeuta sexual, e ainda mais, quando, por conta de sua formação, ele consegue dar bons conselhos de natureza amorosa e isso acaba virando um tipo de uma clínica de terapia de relação íntima no colégio, encontrando todo tipo de problema. 

Em um primeiro olhar, o seriado parece ser sobre intimidades, e nada mais. Puro engano, Sex Education é primeiro sobre educação e depois sobre relações íntimas. Em outras palavras, o seriado discute a adolescência, todos os conflitos psicológicos da idade e como eles se relacionam com a sexualidade, em uma era de selfies, fotos íntimas, tinders e afins, quase como um Anos Incríveis 30 anos mais tarde.  

Com trilha sonora genial, com as letras e batidas conversando com o momento dos personagens, e uma fotografia surpreendentemente bela, Sex Education tem um belo elenco, com os conhecidos Asa Buttefield, Gillian Anderson e James Purefoy, além de outras excelentes adições ao elenco, como Ncuti Gatwa, que faz o melhor amigo Eric, um gay de origem africana – aí mais um belo ponto do seriado: dois amigos de adolescência serão dois amigos e não tem porque a orientação sexual causar qualquer interferência.  

A cenas íntimas ocorre, mas não de forma gratuita e sim como algo natural, afinal é todo o contexto do programa, que sabe dosar humor, drama e informação. Como se algo banal que se transforma, episódio a episódio, em algo significativo, quase um processo de maturidade pelo qual os mesmos personagens passam na tela. A primeira grande surpresa de 2019, que acaba deixando gostinho de quero mais e certamente vale as horas investidas.

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Escrito por Bene!

Um curioso acima de tudo. Amante das artes, busco viver sem rótulos e explorar o que a alma pede. Escrevo sobre o que gosto, amo, odeio, me faz pensar e me faz sentir. Espero que minhas ideias, palavras e ações sejam meu legado. Bem vindos e espero que gostem. Críticas, dúvidas e sugestões: falecomobene@gmail.com

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