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Robin Hood: A Origem é tosco mas divertido

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A história de Robin de Loxley encontra diversas fontes, ainda mais versões e tantas outras conclusões, elevando a mesma ao patamar de lenda inglesa, só perdendo talvez para o Rei Arthur. Assim, Robin de Loxley seria um Lorde Inglês que teria servido na maior das cruzadas, ao lado do histórico Rei Ricardo Coração de Leão (assim chamado pela sua bravura e nobreza e que nunca mais retornou das cruzadas), sendo que ao retornar para sua casa em Nottingham encontra a mesma desolada, saqueada e todos seus criados mortos, com o irmão do Rei tendo usurpado o trono, e explorando o povo até a miséria.

Indignado, Robin se junta à um bando e, refugiado na floresta de Sherwood, inicia uma série de pilhagens e assaltos aos nobres, tornando-se o príncipe dos ladrões, ao lado da bela Marian. 

No caso de Robin Hood: A Origem, essa história também serve de inspiração, porém, ganha ares mais atuais, com o diretor iniciante Otto Bathurst seguindo por uma linha de tentar trazer elementos atuais ao enredo. Assim, Robin recebe uma convocação para a guerra, e durante ela, as bestas mais parecem metralhadoras, com um visual que lembra muito a guerra do Afeganistão, tanto nas roupas quanto no visual.

De volta à Inglaterra, os ex-cruzados mais parecem mercenários, e as perseguições de carruagem lembram muito as perseguições de carro, chegando ao exagero de conseguirem provocar explosões, chegando ao cúmulo da festa de recepção de um dignatário mais parecer uma balada dos anos 2000. 

Por esse lado, ainda que a inovação e a releitura sejam bem vindas, houve um excesso, de forma que ao invés de conversar com a geração atual, a adaptação beira a paródia às vezes. Contudo, Taron Egerton, Jamie Fox, Bem Mandelson e até o limitado Jamie Dormer fazem do filme uma interessante diversão, fácil de acompanhar e capaz de entreter, ainda que falte alguma profundidade, sendo que as outras adaptações, em especial a de Kevin Costner, acabam lançando uma grande sombra sobre essa nova versão, de forma que a crítica não perdoou. Deixado o gancho para uma continuação, Robin Hood: A Origem peca no excesso de casualidade e pela superficialidade da história, mas tem boas cenas de ação, atuações divertidas e uma história que flui fácil, menos para os mais críticos.

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Escrito por Bene!

Um curioso acima de tudo. Amante das artes, busco viver sem rótulos e explorar o que a alma pede. Escrevo sobre o que gosto, amo, odeio, me faz pensar e me faz sentir. Espero que minhas ideias, palavras e ações sejam meu legado. Bem vindos e espero que gostem. Críticas, dúvidas e sugestões: falecomobene@gmail.com

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