Fate: A Saga Winx é passatempo raso

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A Netflix parece uma fábrica de seriado, de todos os gostos e tamanhos. E uma aposta que é sempre certeira é oferecer conteúdo teen, logo não é de se estranhar a produção de Fate: A Saga Winx.

A Saga Winx traz um universo no qual existem vários mundos, e um deles é o mundo das fadas, no qual uma fada filha de humanos, Bloom, é introduzida à magia em seu primeiro dia de colégio, um lugar bem tipo, Hogwarts, onde tem alguns professores, em que um deles cuida da parte das plantas, outro é autoritário, e por aí vai. A comparação é tão descarada, que até o seriado brinca com isso.

Mas em termos de diferenças, as fadas são somente as mulheres, os homens que lutem, literalmente, pois não tem poderes. E inicialmente, as mulheres podem ser de fogo, de água, de vento, de terra, de sentimentos, e então depois confunde um pouco. O que começa como parecendo ser os quatro elementos, passa a ter alguma variação. E as diferentes castas vivem juntas e aprendem a dominar seus poderes.

Baseado em um livro, a primeira temporada explora os segredos do universo das fadas, bem como ameaças externas, desenrolando tudo com a origem e os alcances dos poderes dos alunos, bem como seus esperados romances. 

Talvez o ponto mais fraco seja justamente a atuação da protagonista. Ruiva, Bloom é uma fada do fogo e deveria ter suas características refletidas pelos seus poderes, mas ainda que seja esquentadinha, ela parece mais chata do que intensa. Assim, a atenção vai para as coadjuvantes, muito mais interessantes que ela, como é o caso de Musa. Até o par romântico não dá firmeza nem tanta sustentação, e novamente os protagonistas perdem para os coadjuvantes. 

Certamente deve ter uma segunda temporada, mas é o tipo de seriado que não se preocupa tanto com o enredo, tendo terminado de forma abrupta para forçar o cliffhanger, mas que em seu meio de campo se perde e deixa o expectador navegando para matar o tempo. Poderia ser bem melhor.