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Em sua primeira manifestação pública pós absolvição, Lula detona Globo: ‘Ela não tem que gostar de presidente’

Reprodução: Bol - Uol / Logo Download - Fotomontagem Por Vieira Filho
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Na última segunda-feira (08), o ministro Edson Fachin, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular as sentenças processuais dirigidas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Justiça Federal do Paraná, dentro da Operação Lava Jato.

Com a decisão do ministro, o petista, que antes estava inelegível devido às suas condenações nos casos do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia, tem seus direitos políticos restabelecidos. Nesse momento, Lula está permitido de concorrer às eleições presidenciais de 2022.

Nesta quarta-feira (10), Luiz Inácio falou publicamente pela primeira vez após ser absolvido por Fachin no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP). O discurso foi exibido nos canais de notícias GloboNews, CNN Brasil e BandNews. Nas palavras de Lula, o ex-presidente declara que foi “vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história” e critica e Rede Globo de Televisão, afirmando que o jornalista deve escrever os fatos, o que realmente as pessoas falam. Ainda em sua crítica, Lula disse que a emissora “Não tem que gostar ou não de presidente. Ela decide na hora de votar”.

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Elogio à emissora

Entretanto, apesar de suas discordâncias em relação à Rede Globo, Lula declarou seu elogio à edição do Jornal Nacional da última terça-feira (09), dizendo se tratar de uma edição épica do jornal: “Ontem assistimos a um Jornal Nacional épico. Quem viu nem acreditou. Pela primeira vez a verdade prevaleceu. E a verdade dita não pela boca do PT, mas pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Espero que esse seja o padrão da Rede Globo daqui pra frente”.

Liberdade de imprensa e democracia

Além disso, Lula ressaltou a importância da liberdade de imprensa para a defesa da democracia: “Fiquei feliz porque espero que a verdade versada pela Globo ontem seja um novo padrão de comportamento da Globo com a verdade. A Globo não tem que gostar ou não gostar de presidente. Ela não tem que gostar ou não gostar do partido. Ela decide na hora de votar. Na hora de informar, tem que informar a verdade. E somente a verdade. Ela tem que falar a verdade. A liberdade da imprensa é uma das maiores manutenções pela democracia. Só quero agradecer”.

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